A China ameaça o mundo: “Terceira Guerra Mundial pode ser deflagrada a qualquer momento”

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A China declarou que uma nova Guerra Mundial poderá ser deflagrada “a qualquer momento” após o envio de dezenas de aviões de guerra para o espaço aéreo de Taiwan.

Um artigo publicado no jornal estatal Global Times afirma que o ‘conluio’ entre os EUA e Taiwan foi tão ‘audacioso’ que a situação ‘quase perdeu qualquer espaço de manobra, oscilando à beira de um confronto’.

O texto também diz que o povo da China está pronto para apoiar a guerra total contra os EUA e que Taiwan está ‘brincando com fogo’.

Taiwan, uma democracia que se considera um estado soberano, pediu à China e ao presidente Xi Jinping que interrompam as “ações proativas” depois que cerca de 150 aviões de guerra (incluindo 56 jatos de combate) chineses invadiram o espaço aéreo da província desde a última sexta-feira.

A presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, prometeu “fazer o que for preciso” para proteger Taiwan contra invasões, ao indicar que, sem a ajuda dos aliados, o “autoritarismo tem controle sobre a democracia”.

Enquanto isso, o HMS Queen Elizabeth (da Grã-Bretanha) foi fotografado navegando no Mar das Filipinas em um exercício conjunto com dois porta-aviões dos EUA – o USS Ronald Reagan e o USS Carl Vinson – além do destróier de helicópteros do Japão JS Ise.

A armada, que inclui vários navios de guerra de seis países diferentes, treinou no fim de semana na região em meio ao aumento das tensões.

As recentes incursões no estreito de Taiwan, realizadas pelas marinhas britânica e americana, enfureceram Pequim e geraram mais demonstrações de força no Mar da China Meridional.

Xi Jinping descreveu a tomada de Taiwan como ‘inevitável’.

Em outro texto publicado no Global Times, o jornalista questiona ‘se a Austrália está disposta a acompanhar Taiwan … para se tornar uma bucha de canhão’.

A Austrália tem sofrido com a ira chinesa nas últimas semanas depois de ter assinado uma nova aliança (para compartilhamento de tecnologia nuclear em submarinos) com Reino Unido e Estados Unidos.

Pequim, que luta pela influência contra países menores como Taiwan, Vietnã e Filipinas, está indignada com a medida porque o equilíbrio de poder no Mar da China Meridional mudará drasticamente.

Tsai Ing-wen, presidente de Tawain, declarou:

“Eles [a China] devem se lembrar que, se Taiwan cair, as consequências serão catastróficas para a paz regional e o sistema de alianças democráticas. Seria um sinal de que o autoritarismo tem a vantagem sobre a democracia.”

Taiwan espera uma coexistência pacífica com a China, porém alerta que “se sua democracia e seu modo de vida forem ameaçados, fará de tudo para se defender”.

O governo de Tsai pediu a Pequim que pare com as ‘ações provocativas irresponsáveis’ depois que os aviões de guerra violaram a zona de identificação de defesa aérea de Taiwan (ADIZ).

Hu Xijin, editor do Global Times, tuitou que é apenas uma questão de tempo até que as autoridades separatistas de Taiwan caiam:

“O aumento no número de aeronaves mostrou as capacidades operacionais da Força Aérea do PLA (Exército de Libertação Popular). É uma declaração clara e inequívoca da soberania da China sobre a ilha”, publicou o jornal.

A China realiza missões quase que diárias no espaço aéreo de Taiwan desde o início do ano, embora a maioria inclua apenas uma aeronave.

Dados de rastreamento de voo publicados por Taiwan mostram que a última missão envolveu um total de 36 caças – 34 J-16 e dois Su-30 de fabricação russa.

Eles estavam acompanhando 12 bombardeiros H-6 com capacidade nuclear, duas aeronaves de guerra anti-submarino Y-8 e dois aviões de controle e alerta KJ-500.

Todos voaram em uma curta distância para o ADIZ (zona de identificação de defesa aérea), entre o continente de Taiwan e as Ilha Pratas, controlada por Taiwan.

diariodobrasil

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