A crise no PSL: Entenda o exato momento em que o “amor” acabou e o motivo óbvio

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Quem nasceu para vintém, nunca chega a tostão.

Para entender o “racha” do PSL, primeiro deve-se entender a estrutura partidária do Brasil.

A possibilidade de criar um número infinito de partidos, em terras tupiniquins, possibilitou a criação de inúmeras agremiações de “aluguel”. Legendas criadas com a finalidade de abrigar políticos sem ideologia definida, que serviam para “vender” apoio, durante as eleições.

O PSL era apenas mais uma dessas e, justamente por ser assim, “comportou” um candidato como o Bolsonaro, com um viés político absolutamente divergente do establishment.

O “alto escalão” não levou a sério o discurso de mudança, proposto pelo candidato. Ninguém, realmente, acreditava que a intenção do presidenciável era “implodir” o sistema.

Durante décadas, todos os políticos usaram desta retórica, simplesmente para “atacar” seus adversários. Era a praxe.

Os “donos” da legenda, então, viram uma mina de ouro, em Bolsonaro. Era a oportunidade de membros do “baixo clero”, como eles, chegarem ao centro do poder. Um raciocínio muito parecido, aliás, com os dos “artistas”.

Todos acreditaram que, depois de eleito, o presidente distribuiria o “bolo” com os aliados, como sempre foi feito.

O “problema” começou quando entenderam que o discurso de campanha não era puramente eleitoreiro; que a intenção REALMENTE era fazer um governo diferente e que cargos não seriam “leiloados”.

Neste momento, acabou o “amor”.

Políticos como Bivar e artistas como Frota não têm nenhuma ambição social, moral ou histórica. Não querem eternizar seus nomes, nem serem lembrados por grandes feitos. São apenas ratos e têm consciência disso. São cientes das próprias limitações.

Seus objetivos são PURAMENTE oportunistas. Visam somente o máximo e imediato retorno financeiro.

Ao se darem conta de que Bolsonaro é absolutamente inútil para seus projetos escusos, saíram em busca de um novo padrinho.

Frota, em sua insignificância, teve que se contentar com o PSDB; Nando Moura continuou sendo o que sempre foi, um youtuber soberbo, que agora se dedica a apertar o saco que puxava; o PSL, por sua vez, virou a rainha do baile.

Mas, tal qual a Cinderela, o encanto tem prazo de validade. A popularidade do presidente transformou um partido insignificante, com míseros 2 deputados, na 2ª maior bancada da câmara, com os bolsos cheios de fundo partidário e uma força política bastante expressiva.

Porém, ao darem as 12 badaladas, do fim dos mandatos, o feitiço acabará. Perderam a fada madrinha.

Têm, portanto, apenas mais 3 anos para encontrar um novo “provedor”.

Não se enganem com a maquiagem, plásticas e roupas caras. Bivar e companhia sempre foram prostitutas políticas. Agora, com mais status, se tornaram “sugar babies”.

O nome mudou, o ofício é o mesmo.

São as velhas putas: Dinheiro na mão, calcinha no chão.

“Não há pior inimigo do que um falso Amigo” (PROVÉRBIO INGLÊS)

Felipe Fiamenghi

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