A unanimidade verificada e a caça aos insubmissos, escreve Paula Schmitt…

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Imprensa é usada como ferramenta na construção de consensos equivocados…

Uma mentira repetida mil vezes pode não se tornar verdade, mas ela facilmente se transforma em política pública. Por isso narrativas são importantes: porque ao decidir quais são os problemas que devemos combater, o narrador ardilosamente pré-determina a solução. Quem vende martelo identifica todo problema como prego. E dessa maneira o narrador se beneficia ao menos 2 vezes: a 1ª, garantindo que a solução seja fornecida por ele próprio a um preço módico; a 2ª, garantindo que problemas genuínos, causados por ele mesmo, sejam ignorados o suficiente a ponto de parecer que não existam.

tanta gente foi induzida a acreditar que questões identitárias são o maior problema do mundo –não porque isso seja uma praga atingindo todos os países simultaneamente, mas porque isso é um projeto. Narrativas são as histórias da carochinha que, bem contadas, conseguem fazer com que o próprio povo exija de seu governo uma solução que não lhe beneficia, para um problema que às vezes nem existe. Uma das ferramentas mais importantes na criação de uma narrativa é a imprensa. Não é por acaso que numa pandemia de incertezas a imprensa tradicional tenha mensagens tão homogêneas e categóricas –não porque isso seja ciência, mas exatamente porque não é. A prova está na unanimidade. Só uma narrativa forçada e imposta de cima para baixo consegue ser tão coesa….

Na unanimidade artificial criada em torno da pandemia, jornalistas extremamente equivocados se protegem e se consolam mutuamente com uma coisa acima de todas as outras: o fato de estarem errados em grupo. Essa é uma fixação típica de quem está errado, e mais ainda daquele que erra de propósito –ele precisa de companhia. Quanto maior o erro, maior o número de pessoas necessárias para acobertá-lo, porque a quantidade de estúpidos disfarça a intensidade da estupidez.

É como se o erro compartilhado pudesse ser diluído entre a multidão dos que o praticam. Essa psiconeurose dificilmente acomete quem está certo, ou quem duvida do consenso. Quem está certo dispensa companhia. O certo não precisa da verificação da quantidade –a qualidade sozinha lhe basta, e a verdade solitária lhe acolhe. Por isso a coisa que mais incomoda quem está errado é o fato de existir quem esteja certo –porque a pessoa que está certa passa a ser uma evidência de que a verdade já era sabida. Quando o Consenso Inc. decide que a única versão aceitável da verdade é X, aquele que questiona X ou defende Y coloca em cheque a desculpa mais utilizada por quem errou em grupo: “Naquela época ninguém sabia disso…”…

Quem prestou atenção no parágrafo acima deve ter notado que eu atribuí um motivo bastante humano e até inocente para explicar o erro coletivo. Mas é importante entender como esses erros se transformam em consenso, e como a unanimidade se alastra de forma tão sistemática e impositiva a ponto de substituir a realidade. O artigo de hoje vai falar de como esse consenso se estabelece por meio da perseguição àqueles que fogem do roteiro das certezas manufaturadas, e como a farsa que se auto-proclama “verificadora de notícias” vem servindo para obliterar toda e qualquer informação não aprovada pelo Consenso Inc., o consórcio entre empresas, governo e mídia que hoje faz o papel que a Igreja fazia nos períodos mais sombrios do obscurantismo. Um debate no Twitter ajuda a ilustrar essa perseguição. No dia 4 de fevereiro eu postei um tweet ironizando a Ciência™, a OMS e sua comitiva oficial enviada para investigar o laboratório de Wuhan.

Ganho-de-função é o eufemismo que descreve a manipulação genética que aumenta artificialmente a letalidade e virulência de um patógeno. Em outras palavras, Peter Daszak foi com a OMS investigar seu próprio trabalho. Para quem já escrevia sobre o assunto desde o começo da pandemia, aquilo era inadmissível. Neste artigo de abril de 2020, eu falo sobre um estudo conduzido por um parceiro de Fauci e Daszak nos estudos de ganho-de-função, o professor de epidemiologia Ralph Baric. Em 2015, Baric criou um vírus quimérico engendrado para ser mais letal em seres humanos. Vou repetir aqui a explicação d…

Vou repetir aqui a explicação dada no resumo do estudo: “Aqui nós examinamos o potencial de doença de um vírus como SARS, que está atualmente circulando em populações de morcegos chineses. Usando o sistema de reversão genética do SARS-CoV, nós geramos e caracterizamos um vírus quimérico […] que que vai usar a enzima conversora de angiotensina (ACE2)” (os receptores humanos penetrados pela covid-19) […] “Para examinar o potencial de emergência (ou seja, o potencial de contaminar humanos) dos CoVs em morcegos, nós construímos um vírus quimérico codificando uma nova proteína-spike zoonótica” (spike protein é a proteína usada pelo vírus para penetrar em hospedeiros).

Um fato interessante nessa história é que inicialmente a revista Nature omitiu –e depois revelou– o nome de um dos financiadores do estudo: USAID, a agência norte-americana que serve, entre outras coisas, de fachada para operações clandestinas da CIA….

Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/opiniao/internet/a-unanimidade-verificada-e-a-caca-aos-insubmissos-escreve-paula-schmitt/)
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Voltando ao meu tweet de fevereiro, eu citava uma manchete do Daily Mail: “OMS admite que não vai revelar como a covid pulou de animais para humanos, e [que] desmerece a teoria do vazamento do laboratório.” Aquela era apenas a cereja de um bolo recheado de obscenidades lógicas. Mas o jornalista Daniel Bramatti resolveu contribuir com sua ausência de conhecimento e excesso de sofisma: “Paula, Daily Mail?” Esse tipo de falácia é conhecida como apelo à autoridade, e ela é desprezada por pessoas pensantes. Mas ela tem sido extremamente útil na censura velada, porque decreta o que é verdadeiro ou falso a partir de quem diz, e não do que é dito. Dessa maneira, torna-se desnecessário abordar o fato ou argumento, bastando apenas a desqualificação do emissor da mensagem.

poder360

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