BOLSONARO DIZ: NÃO! MPF quer Salles demitido e diz que Amazônia está no ponto de ‘não retorno’

MPF reforça pedido de afastamento de Salles e diz que gestão pode ter ‘consequências trágicas’.

Procuradora cita o risco de que a permanência do ministro do Meio Ambiente leve a Amazônia ao ponto de ‘não retorno’, quando a floresta, sozinha, não teria mais condições de se regenerar.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal, nesta quarta-feira, o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. É a segunda vez que o MPF pede que Salles seja afastado do cargo. O pedido foi feito dentro de uma ação por improbidade administrativa contra o ministro por conta da condução da política de proteção ambiental da sua gestão. No pedido entregue nesta quarta-feira à Justiça, a procuradora Márcia Zollinger afirma que a permanência de Salles no comando do ministério pode levar a Amazônia a um ponto de “não retorno”.

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A ação que tramita contra Salles havia sido iniciada em Brasília, mas depois foi encaminhada para a Justiça Federal de Santa Catarina. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), porém, decidiu manter o caso em Brasília.

Segundo o MPF, Salles é responsável pela “desmonte das estruturas de Estado de proteção ao meio ambiente” e a permanência dele no cargo estaria trazendo “consequências trágicas” à proteção ambiental, especialmente em relação ao aumento do desmatamento na Amazônia.

“O perigo da demora, requisito para a concessão da medida, foi fundamentado no fato de que a permanência do requerido Ricardo de Aquino Salles no cargo de Ministro do Meio Ambiente tem trazido, a cada dia, consequências trágicas à proteção ambiental, especialmente pelo alarmante aumento do desmatamento, sobretudo na Floresta Amazônica”, diz um trecho do pedido.

Em outro trecho, a procuradora cita o risco de que a permanência de Salles no comando do MMA leve a Amazônia ao ponto de “não retorno”, quando a floresta, sozinha, não teria mais condições de se regenerar.

“Caso não haja o cautelar afastamento do requerido do cargo de Ministro do Meio Ambiente, o aumento exponencial e alarmante do desmatamento da Amazônia, consequência direta do desmonte deliberado de políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente, pode levar a Floresta Amazônica a um “ponto de não retorno’, situação na qual a floresta não consegue mais se regenerar”, afirmou a procuradora.

G1

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