Brasil não tem “4 mil mortes em 24h” como dizem manchetes enganosas; entenda

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Informação errada vem sendo amplamente repercutida por meios de comunicação em erro comum durante a pandemia.

Não é verdade que o Brasil teve “4 mil mortes em 24 horas”, como afirma uma manchete do Estadão, que traz a foto de enterros em cemitérios. A informação enganosa foi repercutida amplamente por outros jornais do país e transmite a falsa ideia de que este é o ritmo de mortes diárias da pandemia no Brasil.

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O Estadão noticiou nesta terça-feira (6), a seguinte manchete: “Brasil supera 4 mil mortos em 24 h pela 1ª vez e alta de casos indica que pandemia ainda deve piorar“. A informação dada no título é falsa, já que o número indicado é de registros de mortes ocorridas ao longo de vários dias até o momento em que são publicados no painel do Ministério da Saúde e não de mortes ocorridas naquele dia.

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No texto da matéria, o Estadão deixa dúbia a informação de que se tratam, na verdade, dos registros de óbitos. Além disso, não considera a média móvel de óbitos do dia, que foi de 2.73, ou seja, 2.730 óbitos suspeitos de causalidade por Covid-19. Na verdade, há quase dez dias que a média móvel se mantém estável, entre 2,6 a 2,7 mil óbitos. Diferente da média móvel, porém, o número de notificações oscila grosseiramente, tendo no dia 29 o número de 1.660 registros e, no dia seguinte, 3.780. Essa discrepância, usado por jornais apenas quando o número é alto, é resultado do processo de chegada da informação.

Ao utilizar os dados de registros como se fosse o ritmo da pandemia, os jornais estão, na verdade, medindo apenas o ritmo da chegada de informações ao sistema centralizado nacional. Essas informações vêm de todo o país e levam alguns dias para chegar ao sistema do Ministério.

Se o uso dos registros de óbitos fosse um parâmetro correto para noticiar o ritmo da pandemia, outras manchetes irreais poderia ser feitas com base nos mesmos dados do Ministério, como por exemplo, descrevendo a oscilação do número de notificações de óbitos de um dia para outro. A manchete que registraria a variação entre os dias 27 e 28/03, por exemplo, poderia ser: “Brasil registra queda de 48% em novos óbitos por covid em 24 horas pela primeira vez e queda indica que pandemia deve melhorar”. Isso porque no dia 27 houve 3.440 novos registros de óbitos e, no dia seguinte, houve 1.660 novos registros. A manchete fictícia acima utiliza a mesma base de dados do Estadão e o mesmo parâmetro (novos óbitos diários, ou seja, o ritmo de chegada das informações no Ministério). A manchete do Estadão, repercutida amplamente, é tão enganosa quanto a do exemplo didático acima.

Para evitar este tipo de engano, o Ministério apresenta no mesmo gráfico das notificações a média móvel de registros de óbitos que chegam ao sistema, o que vem sendo utilizado por jornais de maneira seletiva devido sua potencialidade sensacionalista.

Negacionismo pode estar causando problemas graves
Este tipo de manipulação vem sendo usado sistematicamente desde o início da pandemia, provocando grande ansiedade na população, o que comprovadamente vêm causando aumento de neuroses, depressão e até suicídios associados ao contexto da pandemia desde o início do ano passado, fato reiteradamente negligenciado e até mesmo negado por jornais.

Além do negacionismo indiferente a respeito de problemas psicológicos na população, jornais vêm negando a existência de tratamento para a Covid-19, o que tem feito com que médicos neguem medicamentos aos doentes, levando muitas pessoas ao agravamento da doença, concorrendo para o colapso do sistema de saúde. O objetivo, segundo médicos e especialistas, tem sido a manutenção da demanda para vacinas, aprovadas emergencialmente desde que não exista tratamento para a doença.

As vacinações, amplamente apoiadas pelos jornais, estão sendo motivo de questionamento em todo o mundo. As vacinas da Astrazeneca, que foram suspensas em diversos países da Europa devido eventos adversos, estão sendo ampliadas no Brasil. Segundo monitoramento de notificações da Anvisa, as vacinas podem ter resultado na morte de 125 pessoas, em mais de 1.500 notificações.

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