Cachê de palestras de Deltan estão declaradas no Imposto de Renda e valores são doados para caridade

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Ao que parece, todo o estardalhaço que a imprensa aliada do The Intercept fez sobre Deltan estar lucrando com palestras, não é exatamente o que foi anunciado.

Segundo uma matéria da Folha em parceria com o site esquerdista, Deltan teria dito o seguinte a Moro: “Pedi 5 mil reais para dar aulas lá ou palestra, porque assim compenso um pouco o tempo que a família perde (esses valores menores recebo pra mim… é diferente das palestras pra grandes eventos que pagam cachê alto, caso em que estava doando e agora estou reservando contratualmente para custos decorrentes da Lava Jato ou destinação a entidades anticorrupção – explico melhor depois)…”

Mas não para por aí. Ainda que tentem empurrar algum contexto ilícito para as palestras dos procuradores, é sabido que não há nada de ilícito nisso e que, segundo uma nota do próprio Ministério Público, “qualquer procurador, como já decidido pelas corregedorias do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público, aceitar convites para ministrar cursos e palestras gratuitos ou remunerados”.

Para derrubar de vez a narrativa dos inimigos da Lava Jato, a mesma nota do MP ainda afirma, especificamente sobre o caso de Deltan, que ele “realiza palestras para promover a cidadania e o combate à corrupção de modo sempre compatível com o trabalho. A maior parte delas é gratuita e, quando são remuneradas, são declaradas em imposto de renda e ele doa parte dos valores para fins beneficentes”.

Agora, unindo tudo isso com informações contidas na coluna mais recente de Eliane Cantanhêde, Deltan tem mais duas palestras marcadas para agosto. O cachê de cada uma delas é R$ 20 mil e ambas são em Curitiba, capital da Lava Jato. Mas o mais interessante mesmo é que “um cachê será doado para a Associação Cristã de Assistência Social (Acridas) e o outro será usado na compra de sofisticado equipamento para o Hospital Universitário Cajuru”.

Ainda este ano, em 11 de maio, Deltan fez uma palestra em Campos do Jordão e recebeu R$ 29,7 mil. O cachê, então, foi repartido entre três entidades: “Fundação Lia Maria Aguiar, que promoveu o evento e tem projetos sociais de dança, música e teatro; Hospital Erasto Gaertner, de tratamento do câncer infantil, em construção; e ONG Amigos do Bem, que desenvolve projetos sociais no sertão nordestino”.

Ou seja, Deltan é tão ‘malvado’, que após bolar um ‘esquema’ para lucrar com palestras contra a corrupção, doa boa parte dos cachês para instituições de caridade.

Para fins de comparação, Lula entre 2011 e 2015, recebeu na conta de sua empresa de palestras, a LILS, R$ 27 milhões, conforme informa a Época.

Com informação da Folha, dO Antagonista e da Época.

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