Culto em igreja não pode, mas baile funk sim?

Compartilhe!

Pois os evangélicos não mandam tiro na polícia, né?

Agentes da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) contra a propagação da Covid-19 interditaram, no fim da noite de quarta-feira (24), um culto religioso com mais de duas mil pessoas em uma igreja no bairro Batel, em Curitiba.

Continua após a publicidade

De acordo com a equipe, os participantes estavam aglomerados e sem manter o distanciamento social, ou seja, contrariando os protocolos sanitários estabelecidos para conter o vírus.

Durante a ação, foram aplicadas três multas, que somaram R$ 150 mil. A fiscalização ocorreu a partir de denúncia da população, segundo os agentes da Aifu.

Nessa pandemia, igrejas e escolas foram fechadas, mas as aglomerações continuaram em festas clandestinas, em “pancadões” e bailes funks, além do metrô e dos ônibus, claro. Isso sem falar das manifestações esquerdistas!

Quando os membros do Black Lives Matter tocaram o terror nas cidades americanas, chegamos a ver manchetes alegando que “estudos” comprovavam que não ocorrera aumento nos casos de Covid depois. É o vírus ideológico, que não ataca aglomerações socialistas.

A preocupação com a saúde coletiva é legítima, e hospitais lotados pressionam as autoridades a fazer “algo”, sendo o lockdown a tentação mais óbvia, apesar da falta de respaldo científico para sua eficácia.

O problema é agravado, porém, quando o povo percebe o duplo padrão. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, foi ao jogo do Maracanã com seu filho, mas igrejas e escolas seguem fechadas?

Completamos hoje um ano do primeiro caso oficial de Covid. Quando foi que o “achatar a curva” para ganhar tempo e evitar o colapso do sistema de saúde virou o “fique em casa até aceitar o comunismo”?! Viver tem riscos. Viver em liberdade tem custos. Esse tipo de cena abaixo é simplesmente constrangedor, e nos faz refletir se o mundo enlouqueceu de vez:

Para crentes, o direito de praticar seu culto e reverenciar seu Deus supera e muito a preocupação com simplesmente “sobreviver”. Afinal, a pergunta pertinente é qual vida queremos ter. Chega de lockdown! O pior lockdown que existe é o do espírito, como disse o ministro Ernesto Araújo.

Dê a Cesar o que é de Cesar, alertou Jesus Cristo. A separação entre estado e religião foi saudável para o Ocidente. Mas isso precisa ser uma via de mão dupla. Quando o estado, em nome da “ciência” e do coletivismo, decide fechar igrejas e proibir cultos, isso é ultrapassar e muito suas prerrogativas.

A esquerda quer substituir Deus pelo “deus” estado, e por isso aplaude. Mas há muita gente que se recusa a colocar o estado nesse lugar. E com boas razões!

Rodrigo Constantino

Gazeta do Povo

Compartilhe!

Pompeo diz que “laboratórios negligentes da China colocam mundo em risco”

Prefeito quer tratar Covid com jejum em ‘guerra espiritual’

Continua após a publicidade

Comentários


Ajude a manter o site no ar. Faça uma doação de qualquer valor.


Compartilhe nos grupos do Facebook e nas suas redes.