Depois de acusar a Venezuela, barris da Shell são encontrados em praias do Nordeste contendo óleo cru

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Trata-se de um governo estúpido e qualquer tipo de respeito em análises e notícias vão se perdendo na medida em que as declarações vão se provando altamente ideologizadas, recheadas de achismos e ódio. Bolsonaro insinuou e seu ministro do Meio Ambiente disse que o óleo que atingiu diversos estados do nordeste e o rio São Francisco, teria vindo da Venezuela.

O pior de tudo foi ver a Marinha analisar que a óleo dos barris encontrados no litoral de Sergipe não se trata do mesmo que se espalhou pelo litoral brasileiro.

Isso, por que os barris são da Shell e não tem origem alguma de qualquer “regime socialista”, como insinuou Arthur Weintraub, que é assessor da presidência da República e irmão do ministro da educação, Abraham Weintraub.

Já a Universidade Federal do Sergipe concluiu, em análises químicas, que o óleo encontrado junto aos barris é o mesmo que espalhou no mar.

O fato dos barris serem da Shell não exclui a origem venezuelana do óleo, já que a Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Os barris contêm inscrições e etiquetas que podem ajudar a identificar a embarcação de onde caiu ou foi despejado o petróleo que causou um desastre ecológico no litoral brasileiro.

Os barris contêm a inscrição “Argina S3 30”, um lubrificante da marca Shell, além de etiquetas da multinacional de petróleo. Como o que havia dentro deles era óleo cru e não lubrificante, os investigadores acreditam que apenas foram reaproveitados pela empresa que fazia o transporte do óleo venezuelano.

A descoberta dos barris trás mais dúvidas que certezas mas, serve como alerta para pessoas do governo se comportem com o decoro exigido pelo cargo. Não cabe a um ministro e ao próprio presidente que torne público qualquer juízo contra qualquer país, ou pessoa, antes que haja provas sobre fatos tão graves a ponto de criar incidentes diplomáticos.

“A Shell Brasil esclarece que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira. São tambores de óleo lubrificante para embarcações, produzido fora do país. O IBAMA está ciente do caso.”

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