Espertalhões: Ford tenta “sair de fininho”, mas terá que dar explicações ao BNDES, a quem deve R$ 335 milhões

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Na última segunda-feira (11), A Ford anunciou o fim da produção de carros no Brasil. Serão fechadas as fábricas em Taubaté (SP), que produz motores, Camaçari (BA), onde produz os modelos EcoSport e Ka, e em Horizonte (CE), onde são montados os jipes da marca Troller.

A empresa informou que irá manter seu centro de desenvolvimento de produtos, na Bahia, o campo de testes, em Tatuí (SP), e a sede administrativa, em São Paulo.

Em um comunicado, a Ford também informou que “a pandemia de Covid-19 amplificou a persistente capacidade industrial ociosa e a queda nas vendas, que resultaram em anos de perdas significativas”.

A empresa afirmou que vai trabalhar em colaboração com os sindicatos e outros parceiros no desenvolvimento de “um plano justo e equilibrado para minimizar os impactos do encerramento da produção.”

Mas a Ford não comunicou esta decisão ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para quem deve R$ 335 milhões.

O BNDES, que ficou sabendo do fechamento pela imprensa, diz que irá cobrar explicações da empresa, já que a decisão vai contra algumas cláusulas do contrato de financiamento firmado entre as duas partes, que tratam da manutenção de empregos no Brasil.

Independente do plano ‘justo e equilibrado’ que a Ford pretenda adotar para minimizar impactos, o fato é que o encerramento das atividades deixará mais de 5 mil trabalhadores desempregados, além dos que dependem indiretamente do funcionamento da empresa para sua subsistência.

JCO

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