Estresse, raiva e tristeza bateram recordes em 2020, diz pesquisa

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Estresse, raiva, tristeza e preocupação atingiram novos recordes em 2020, segundo relatório global de emoções elaborado pela Gallup, uma empresa dos Estados Unidos especializada em pesquisas de opinião.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira (20/7), sondou 160 mil adultos em 115 países. As perguntas investigaram se os entrevistados haviam vivenciado experiências negativas no dia anterior à entrevista. Quatro em cada 10 participantes relataram preocupação ou estresse (40% do total de entrevistados), 29% experimentaram dor física, 27% relataram tristeza e 24% raiva.

“Emoções negativas generalizadas não são boas para nenhum país, muito menos para o mundo inteiro”, destacaram os autores do relatório.

A pesquisa indicou ainda que o ano inicial da pandemia foi o mais estressante dos últimos 15 anos. Isso porque houve um salto de cinco pontos, de 35% em 2019 para 40% em 2020, no número de entrevistados que relataram estresse. Isso representa, de acordo com a pesquisa, quase 190 milhões de pessoas a mais no mundo que passaram por situações de muito estresse.

Quanto à preocupação e à tristeza, essas aumentaram cada uma um ponto percentual, já a raiva aumentou dois. Segundo o levantamento, a porcentagem de adultos em todo o mundo que sentiu dor foi o único item que diminuiu, caindo dois pontos após se manter estável por vários anos em 31%.

Como era de se esperar, o crescimento dos sentimentos negativos está diretamente relacionado à Covid-19. Metade das pessoas disseram que ganharam menos em decorrência da pandemia, 32% perderam o emprego e 80% indicaram que a Covid-19 lhes afetou de alguma maneira.

Experiências positivas
Os pesquisadores também perguntaram aos entrevistados se eles se sentiam respeitados, descansados, se faziam atividades interessantes ou agradáveis e se sorriam e riam. Os resultados revelaram que as pessoas se mantiveram estáveis nas emoções positivas, mas também registraram que o mundo sorriu menos em 2020. “A porcentagem das pessoas que disseram ter sorrido ou rido no dia anterior caiu de 75% para 70%, a menor medida que o estudo já registrou para essa questão”, informou o relatório.

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