Fora de lista, Dodge se diz ‘à disposição’ para seguir à frente da PGR

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Mandato da procuradora-geral da República acaba em setembro e ela pode ser reconduzida para mais dois anos. Ela não está entre os candidatos à listra tríplice do cargo.

A primeira mulher a ocupar a Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta sexta-feira (7) em São Paulo estar “à disposição da instituição e do país” para continuar no cargo. O mandato da atual procuradora-geral acaba em setembro.

Dez integrantes da carreira do Ministério Público Federal se inscreveram como candidatos ao cargo de procurador-geral da República. Uma lista tríplice será enviada ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) para escolher seu sucessor. Raquel Dodge não está entre os candidatos, mas ela poderá ser reconduzida ao cargo por uma escolha do presidente.

“Eu estou à disposição, tanto da minha instituição quanto do país, para uma eventual recondução, eu não sei se isso vai acontecer”, disse Dodge ao falar com a imprensa antes do início de um encontro regional de promotoras e procuradoras sobre questões de gênero que está sendo realizado em São Paulo.

Dodge disse ainda que não conversou com Bolsonaro sobre uma eventual recondução ao cargo e negou estar fazendo movimentações nos bastidores para ser reconduzida ao cargo correndo por fora da lista tríplice.
“Eu tenho me mantido sem fazer nenhuma manifestação neste sentido (de buscar a recondução)”, afirmou.

Questionado sobre se Bolsonaro deveria seguir a indicação de um dos nomes da lista tríplice procedente do MPF para nomear seu sucessor, disse apenas: “Está é uma posição é uma decisão que cabe ao presidente”.

Bolsonaro recebeu a procuradora Raquel Dodge em uma audiência no dia 7 de maio. Na saída do encontro, Dodge não falou com a imprensa.
Quando era candidato à Presidência, Bolsonaro afirmou que não se comprometia a indicar um dos nomes da lista tríplice de procuradores para assumir o posto de procurador geral da República, caso sejam ligados a correntes de esquerda e que preferia alguém mais à direita.

A lista tríplice não está na Constituição, ele não é obrigado a seguir, mas virou procedimento na carreira desde 2001.

Raquel Dodge foi indicada para o cargo em 2017 pelo então presidente Michel Temer. Naquela ocasião, Dodge ficou em segundo lugar na eleição da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/07/raquel-dodge-diz-estar-a-disposicao-de-bolsonaro-para-eventual-reconducao-na-pgr.ghtml

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