Inteligência em Vertigem, o documentário sobre Lula da Silva, a “divindade inocente”

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Qualquer cineasta, quando colocado diante de um roteiro que se proponha a ser um registro, ou um documentário, tem um compromisso básico e fundamental: o compromisso com os fatos.

Mesmo ao colocar uma posição pessoal ou ideológica em pauta, o respeito à verdade ainda é necessário.

Quando esse compromisso é esquecido, o resultado será fatalmente uma obra de ficção.

Democracia em Vertigem’, o pretenso documentário aclamado pelas hordas da esquerda – não sem razão – é o caso da falta de respeito aos fatos.

Quase que por obrigação, assisti ao filme de Petra Costa.

A cineasta, numa locução arrastada e melancólica, conta sua própria história ao interpretar a história recente do Brasil.

Consegue convencer alguns de sua ingenuidade e honestidade numa visão supostamente pueril do significado de luladasilva e da queda do PT no país.

Na verdade, não vi nada de ingênuo ou honesto nessa visão enviesada e distante, muito distante dos fatos.

Deliberadamente, Petra Costa coloca o juiz Sérgio Moro como ‘agente treinado nos EUA’, esquece totalmente a enorme crise econômica causada pela inépcia e incompetência da desmiolada dilma roussef, e, bem pior que isso, reforça a narrativa gasta e surrada de que o homenzinho engaiolado em Curitiba é inocente e foi condenado sem provas.

Eliminando-se as firulas do pretenso documentário, isso é o que realmente sobra e fica evidente sobre o objetivo do filme: afirmar a inocência da divindade lula, vitimada por uma conspiração maligna.

Os outros personagens apenas giram ao redor dessa ideia central.

Mais nada.

Asneiras não faltam.

Aécio Neves, por exemplo, é colocado ali como o responsável pelo impeachment de dilma.

Bolsonaro é apenas um títere irrelevante de forças malignas que querem levar o Brasil de volta às trevas da ditadura.

Outra enorme asneira foi o fato da cineasta retocar digitalmente uma foto onde aparece o corpo de Pedro Pomar, guerrilheiro de esquerda, eliminando as armas no chão.

O retoque, com o objetivo de limpar a barra do anjinho guerrilheiro morto, foi admitido por ela própria.

A locução chorosa em tom de lamento da cineasta, durante todo o filme, tem lá suas razões.

Democracia em Vertigem é na verdade um canto fúnebre, uma ode à queda e decadência de um criminoso e o partido político que ele criou.

E que, por mais enevoada ou enviesada que seja nossa visão, já foi tarde.

Muito tarde.

Os rastros de destruição e sujeira causados por esse homem estão aí pra todo o mundo ver.

Mas não estão nesse documentário.

Marco Angeli Full


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