Jornalista admite que “gabinete do ódio” é uma criação de Luciano Ayan

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José Fucs admite que “Luciano Ayan”, o preso, é criador da peça de ficção sobre suposto “gabinete do ódio”.

Jornalista que primeiro divulgou a teoria da conspiração de supostas “milícias virtuais” sai em defesa de Afonso “Luciano Ayan”, preso por suspeita de fraude e criador de dossiês que alimentaram a CPMI e o inquérito.

A prisão de Carlos Afonso, o “Luciano Ayan”, estremeceu a isentolândia, que é uma espécie de centrão gourmet. O jornalista do Estadão José Fucs, o primeiro a praticar o espalhafato de que existiriam “milícias virtuais” para “atacar” desafetos, parece ter se sentido obrigado a usar sua conta no Twitter para defender o, digamos, “trabalho” de “Luciano Ayan”, preso com maconha e suspeito de fraudes graves ligadas ao MBL na última semana.

Afonso “Luciano Ayan” é o ressentido analista e auto-declarado “especialista em guerra política” que nunca ninguém levou a sério, a não ser o pelotão da puberdade do MBL.

José Fucs não parece estar tão longe assim do “trabalho” de “Ayan”, que foi usado na CPMI das Fake News e no inquérito do STF via declarações do ator pornô Alexandre Frota, que, além de criar uma fake news em plena CPMI das Fake News, também recomendou filmes pornográficos, ameaçou bater em jornalista e “ir pra guerra” pela “anarquia”, sem ser investigado no inquérito de “atos antidemocráticos”.

É a moral de quem apelida os desafetos de “milícias”.

Afonso “Luciano Ayan” apenas em 2017 movimentou quase um milhão de reais sem declarar. Esse negócio (literalmente) de ficar encontrando “seitas” e “milícias” parece ser bastante lucrativo.

José Fucs utiliza a linguagem explosiva, mas sem argumentos – desta feita, preferindo outro termo de origem militar, “brigadas” – e, mais uma vez, apelidos criados pela turma de “Luciano Ayan” para difamar inocentes, como “Sorocabannon” ou “bolsolavistas”.

Ou seja, perceber que toda essa fake news de “milícias virtuais” (ou seja, pessoas que dão RT umas nas outras, como é a dinâmica presumida pela própria rede social) e de “gabinete do ódio” é uma mera teoria da conspiração seria um comportamento de “brigadas”. Todos aqueles que José Fucs acusa são adjetivados com uma linguagem reservada usualmente para genocidas paramilitares.

1. Com uma reação simultânea nas redes, as brigadas bolsolavistas, incluindo parlamentares e o próprio escritor Olavo de Carvalho, estão tentando usar a prisão do analista de sistema Luciano Ayan para colocar em xeque seu minucioso trabalho sobre a seita.(segue)

— José Fucs (@josefucs) July 13, 2020

José Fucs ainda usa um futuro do pretérito composto que não tira o verbo do indicativo: que o “trabalho” de Ayan é que “teria sido” base tanto para a CPMI quanto para o inquérito do ███. É de se perguntar se as movimentações não-declaradas fazem parte deste “trabalho”, e por que o trabalhador procurava esconder quase um milhão nesta ação tão “democrática” e tão contra uma “tropa de choque”.

E como é possível ridicularizar mais uma investigação baseada em um relatório de Afonso Ayan para Alexandre Frota, que criaria uma “suspeita” do crime de Ayan e Frota não gostarem dessas pessoas?

3.da noite para o dia por causa de sua prisão. O objetivo da tropa de choque bolsolavista ao vincular as duas coisas é tentar ridicularizar as investigações do Congresso e do STF e livrar os investigados das suspeitas que pesam contra eles.Tem método.(segue)

— José Fucs (@josefucs) July 13, 2020

Para defender uma nova teoria da conspiração – a de que a prisão foi feita por uma “retaliação” da polícia contra Luciano Ayan, “esquecendo-se” de que a Operação foi feita pela Polícia Civil de São Paulo (controlada pelo governador Doria, e não Bolsonaro – pior, o governador mais próximo do MBL de todo o país), Fucs ainda comete outro ato falho: confessa que Afonso Ayan mantinha “estreita relação com seus líderes” [do MBL].

Ou seja, a Polícia está certa em notar “estreita relação” entre MBL e Afonso, ao contrário da narrativa criada por Kim Kataguiri, Renan Santos et caterva para queimar o amigo e se safarem. A “turba” (note o vocabulário) bolsonarista parece estar certa.

5.Em busca de espaço político próprio,o MBL,cujo apoio a Bolsonaro nas eleições só veio quando ficou claro que era a única opção para derrotar o PT,vem radicalizando sua atuação contra o governo e se tornou alvo preferencial da turba bolsolavista nas redes e fora delas.(segue)

— José Fucs (@josefucs) July 13, 2020

Já prevendo que passará vergonha, visto que só é lembrado por uma “reportagem” com o mesmo modus operandi de assassinato de reputações sem prova nenhuma de alguma má conduta dos seus alvos, José Fucs já atiça termos, como “linchamentos virtuais em série”.

Toda essa retórica explosiva, que parece falar de dissecações e esfolamentos e decapitações, descreve apenas piadas que se faz pela imaterialidade do “trabalho” de pessoas como Ayan… ou Fucs (Frota ao menos tinha um trabalho bastante material antes de se meter com essa trupa).

6. Os desdobramentos do caso prometem render linchamentos virtuais em série de uns e de outros. Agora,independentemente do que acontecer, a pesquisa de Ayan não deve perder a validade. Qualquer observador atento das ações bolsolavistas nas redes chegaria às mesmas conclusões.

— José Fucs (@josefucs) July 13, 2020

É simplesmente pornográfico a CPMI das Fake News e o inquérito do ███ continuarem a existir baseando-se nos delírios de um monomaníaco com suspeita de fraude como Afonso “Luciano Ayan”. E é um atentado à inteligência e a liberdade no país alguém levar a sério a existência de “milícias virtuais” ou de um “gabinete do ódio”, só porque alguns repetem goebbelsianamente termos como “hordas”, “bolsolavista”, “brigadas”, “tropa de choque”, “fileiras”, “turba” ou “linchamentos virtuais em série” para compensar sua falta de provas em suas teorias da conspiração.

Ou seja: tudo fake news. Exatamente o que eles alegam combater. E não têm provas, apesar de terem parado o país, com apoio da mídia e com atuação nas altas esferas do Poder, mas como todos ouvem repetidamente tais expressões, tratam como uma verdade consolidada.

Alguém também poderia investigar quanto da nóia de Luciano Ayan e sua movimentação financeira não declarada e completamente incompatível com seu “trabalho” acabam também municiando certas “milícias” no jornalismo. Fica a dica para os deputados – e para os leitores fazerem pressão.

sensoincomum

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