Lockdown sem Auxílio Emergencial é genocídio

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Alguns estados e municípios estão cogitando decretar novos períodos de lockdowns de forma unilateral contra a Covid-19, enquanto outros já estão implementando a quarentena rígida.

Um dos casos é o Amazonas, em que o governo estadual quis impor um novo lockdown, mas o povo foi às ruas em peso para se manifestar contra, o que fez com que o governador recuasse mediante um acordo por um maior compromisso do empresariado. Apesar disso, a pedido do Ministério Público estadual, a justiça do estado decretou e um desembargador do TJAM manteve o Lockdown de 15 dias inicialmente idealizado pelo governador.

Outro local que provavelmente decretará o lockdown é o município de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais. O prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou que, a partir da próxima segunda-feira (11), a cidade será fechada. Sobre o assunto, ele afirmou que governar não é o mesmo que agradar. Porém, não se trata de agradar, o que está em jogo é o sustento da população.

Do alto das suas torres de marfim, os donos do poder, os altos burocratas, que mantiveram seus salários suntuosos e suas gratificações obscenas durante todo o período da pandemia, parecem não compreender ou não se importar com o fato de que o povo comum precisa trabalhar para ter alimentação, moradia, energia, água, educação e lazer.

É inegável que os governos locais devem tomar medidas para combater a Covid-19, mas decretar lockdown sem que as pessoas comuns tenham uma mínima alternativa de renda, como o Auxílio Emergencial, é uma prática genocida. A fome mata tanto quanto o vírus.

Diego Lagedo.Historiador, pós-graduado em Gestão Pública e graduado em Direito. Foi consultor da UNESCO e é editor do site Pernambuco em Pauta.

JCO

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