O Fundo Eleitoral e a deturpação da democracia

COMPARTILHE!

Se alguém explicasse a um estrangeiro, habitante de algum país democrático (um europeu ou um norte-americano, por exemplo), que aqui no Brasil existe previsão legal de repasse de uma cota do dinheiro público, proveniente da arrecadação tributária do país, para partidos políticos, para custear as despesas partidárias com o exercício da democracia, dificilmente ele acreditaria.

Mas, mais difícil ainda de acreditar seria se fosse dito a esse estrangeiro que todo e qualquer partido político brasileiro faz jus ao repasse do valor, que no final é proporcionalmente distribuído entre eles, e que inclusive as agremiações que não possuem qualquer representatividade eleitoral, sem uma única pessoa eleita, também recebem um naco da fatia.

Continuando, o cúmulo da dificuldade de compreensão, por parte desse estrangeiro, viria quando se explicasse a ele que, além da falta de representatividade dos partidos, mesmo se eles defenderem, como bandeira, políticas anti-democráticas, e terem ideologia totalitária, como a tomada de Poder pela classe proletária e a extinção das instituições democráticas, ou o controle da mídia, ainda assim receberão repasses do fundo para “custear a democracia”.

É o caso do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), PCB (Partido Comunista Brasileiro), PCO (Partido da Causa Operária) e UP (Unidade Popular), partidos de extrema-esquerda sem qualquer representatividade no Congresso, e que defendem bandeiras anti-democráticas, que receberão, cada um, R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) do Fundão Eleitoral.

A esse respeito, uma observação sórdida. Não confundir PCB com PCdoB: esse receberá mais de R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais), considerando que possui representantes eleitos, para, de maneira surreal, defenderem a “democracia comunista” que eles pregam.

A democracia brasileira não está errada. Ela é errada.

Guillermo Federico Piacesi Ramos
JCO

COMPARTILHE!