O objetivo do STF é criminalizar o conservadorismo?

Tudo aquilo que começou mediante um inquérito ilegal, que viola preceitos básicos constitucionais e processuais transmutou-se em uma escalada arbitrária de gradual supressão das liberdades de cidadãos privados conservadores, parece visar um único objetivo: a criminalização completa do pensamento conservador do país e sua atuação política militante, excluindo uma ala legítima que estava tomando fortes espaços do debate público justo e do confronto de ideias.

O inquérito inconstitucional, ao colocar o próprio STF no polo de vítima, acusadora e investigadora, negando o direito de acesso aos autos das vítimas de censura e vasculhando suas residências, não foi o suficiente, e conforme eu avisei em artigos anteriores, era só o começo. Destaquei aqui que o propósito do Alexandre de Moraes, incorporando a própria instituição do STF, seria a mesma de muitos ditadores do século XX: estabelecer uma escalada crescente de arbitrariedades para testar os limites da população e o grau de aceitação e passividade da sociedade civil.

Toda essa estrutura de ataque teve como combustível inicial a narrativa propagada copiosamente pela ‘grande mídia’, ao repetirem certos jargões específicos numa manipulação linguística e adulterando a opinião pública apartando-a completamente da realidade dos fatos. As críticas justas tornaram-se ataque; uma coordenação de administradores de páginas nas redes sociais tornou-se um “gabinete do ódio”; denúncias e juízos de valores contra membros do STF tornaram-se “ataques contra a democracia”.

E como eu havia previsto, a escalada tomou proporções ainda mais catastróficas: o STF determinou a censura dos perfis de conservadores investigados pelo inquérito ilegal. E o pior: expandiu sua jurisdição para servidores de redes sociais internacionais em proporção global. Bernardo Kuster, Allan dos Santos e outros influenciadores conservadores foram banidos de se expressarem em todos os servidores do Twitter e Facebook, determinação essa que deveria ser acatada apenas em âmbito nacional, mesmo que se trate de uma decisão completamente descabida.

O próprio Twitter visa recorrer da decisão – a rede social famosa por censurar e banir conservadores achou a ação do STF tão desproporcional e estapafúrdia que ela própria alegou ferir a liberdade de expressão dos usuários, comprometendo as políticas e diretrizes internas da própria rede social. Como se não bastasse, até os dias de hoje, todos os dispositivos eletrônicos arbitrariamente confiscados mediante buscas e apreensões ilegais não foram devolvidos aos seus respectivos proprietários, violando os meios de subsistência desses influenciadores e bloqueando seus meios de comunicação. A escalada não teve efeito somente nas redes sociais tradicionais, mas os vídeos do Bernardo Kuster perderam suas monetizações e seus meios de financiamento coletivo através do Apoie.se também foram bloqueados.

Está claro, a cada dia que passa, que o propósito disso tudo é a criminalização do pensamento e da atuação política conservadora. Em recente denúncia, ex-funcionários do Facebook e Twitter alegaram que há uma conspiração clara e um complô entre essas redes sociais, em simbiose com o próprio STF, para deliberadamente censurar e boicotar influenciadores, jornalistas e blogueiros da direita conservadora.

Precisamos acordar para o fato de que a guerra cultural e política tornou-se geopolítica e supranacional, e a progressão de arbitrariedades só está no começo, infelizmente, e todos os inimigos da liberdade de expressão e que só determinam uma “direita” que seja aceitável aos seus ditames se encontram tanto em grandes conglomerados econômicos, como também na alta cúpula do estado e nas principais redes sociais que concentram mais de 90% do poderio comunicativo digital. A Presidência da República é hoje a instituição mais fraca, e infelizmente a vontade popular majoritária não será respeitada por aqueles que incorporaram demais poderes da república e declararam guerra contra os valores que mais representam a população brasileira em proporção majoritária.

Ou os conservadores assumem as vias de enfrentamento não só na política, mas como também na cultura e na propagação das narrativas, ou os mentirosos e psicopatas continuarão dominando a linguagem e dilapidando o imaginário coletivo e corrompendo o espírito da época.

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