Paciente em estado grave vai à Justiça, tem acesso a remédio experimental para Covid-19 e já apresenta melhoras em Natal

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Uma juíza de Natal proferiu uma decisão inédita no último fim de semana e obrigou um plano de saúde da capital potiguar a fornecer para um paciente de 41 anos um medicamento que tem sido apontado em estudos como eficaz no tratamento de casos extremamente graves de Covid-19. Cada dose do remédio custa mais de R$ 6,7 mil, e o paciente precisa usar o remédio por cinco dias.

A decisão, da juíza Eveline Guedes Lima, do 11º Juizado Especial Cível, já foi cumprida, e o remédio tem sido aplicado no paciente. Após receber as primeiras doses, ele tem tido melhora importante no quadro de saúde, mas ainda segue internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI). A informação é do Agora RN.

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Segundo a advogada Tatiana de Lima Correa, autora do pedido acatado pela Justiça, o paciente foi diagnosticado com a nova cepa do coronavírus, que tem levado à hospitalização nas últimas semanas pacientes fora do tradicional grupo de risco para a Covid-19. O cliente dela é Alan Gomes Cardim, que tem 41 anos, pratica atividades físicas frequentemente e não tem comorbidades. Ele está internado com mais de 50% dos pulmões comprometidos.

A família decidiu ir à Justiça após o plano de saúde negar o fornecimento do medicamento Tocilizumab por não haver comprovação científica de que serve para o coronavírus.

O anti-inflamatório injetável é usado historicamente no tratamento de artrite reumatoide, mas tem reduzido o risco de morte em pacientes graves de Covid-19, segundo estudos preliminares realizados na Europa.

Diante do quadro grave, o médico de Alan Gomes prescreveu o remédio para uso por cinco dias. Com a negativa do plano de saúde, a família comprou a primeira dose por R$ 6.772,00. Instantaneamente, o paciente teve uma melhora no quadro. As demais doses, após a ordem da Justiça, foram autorizadas pelo plano e estão sendo aplicadas gradativamente, segundo orientação médica.

“Esse medicamento não é para Covid, foi isso que o plano alegou. Mas existem estudos apontando que o medicamento ameniza os quadros graves. Trata-se de um paciente muito grave. A família acabou pagando a primeira dose porque o plano negou. Mas, no domingo, o plano autorizou. Ele melhorou consideravelmente”, diz a advogada.

terrabrasilnoticias

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