PF solicita ao Supremo fim das operações contra Bolsonaristas

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por camila abdo e paulo eneas
A Polícia Federal apresentou um requerimento, através de uma manifestação, ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para postergar ou cancelar a operação de busca e apreensão contra bolsonaristas, deflagrada na última terça-feira (16/09) sob o nome de Operação Lume. A corporação argumentou que a realização das diversas medidas propostas em etapa tão inicial da investigação traria risco desnecessário à estabilidade das instituições.

Assinada pela delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro, a manifestação para adiar ou recolher os mandados de busca e apreensão é incomum e acabou provocando atraso na deflagração da operação, que estava prevista para ser realizada no início desse mês. Embora não tenha sido afirmado textualmente, a manifestação reflete a percepção em setores da Polícia Federal de que a instituição está sendo instrumentalizada para ações baseadas em decisões ilegais e inconstitucionais da suprema corte.

Segundo algumas fontes, Alexandre de Moraes estaria analisando um pedido da Procuradoria Geral da República para o afastamento a delegada do caso. No documento, a delegada pediu a Moraes “pela postergação do cumprimento ou pelo recolhimento das ordens já emanadas” e defendeu a necessidade de realização de diligências preliminares para avaliar a necessidade das medidas solicitadas pela PGR. A manifestação datada de 4 de junho afirma:

“Pela postergação do cumprimento ou pelo recolhimento das ordens já emanadas, a fim de que o direcionamento dos recursos da Polícia Federal seja inicialmente empregado na obtenção de dados de interesse e no preenchimento das diversas lacunas das hipóteses criminais aqui apresentadas”.

“A realização conjunta das diversas medidas propostas em etapa tão inicial da investigação tem o potencial de gerar um grande volume de dados relativos a várias pessoas que estão teoricamente vinculadas a diversos fatos, dispersando a energia do Estado para múltiplos caminhos e com risco de aumento do escopo em progressão geométrica, o que inevitavelmente tonará a investigação mais complexa, ainda que, de fato, ela não seja.”

“Com isso, ela se tornará menos objetiva, menos transparente, mais onerosa e — o principal quando se trata do tipo de associação criminosa aqui tratada — muito mais lenta, com risco desnecessário para as vítimas em potencial e para a própria estabilidade das instituições”.

Crítica Nacional

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