Quem será o candidato da China que enfrentará Bolsonaro?

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O debate público no Brasil é feito por pessoas e entidades vendidas. Os analistas independentes e honestos são muito poucos e com baixa audiência. Aqueles que ousam combinar popularidade com independência são calados, como vimos com a censura do STF e do TSE.

O resultado desse cenário é que os vendidos só falam aquilo que é conveniente àqueles aos quais servem ou pretendem servir. E a realidade segue ignorada no debate que concentra-se em perfumaria e disputas por migalhas de poder.

O cenário da eleição presidencial do ano que vem é um bom exemplo. Uma leitura honesta e independente do nosso cenário político nos faz perceber que o está em disputa no Brasil é a primazia do interesse nacional contra o interesse chinês

Os interesses estrangeiros quase sempre tiveram trânsito livre no Brasil. Ingleses, americanos e, ultimamente, chineses, a depender do cenário geopolítico, não enfrentaram dificuldades para ter forte representatividade entre nossas lideranças.

Em nome de uma óbvia necessidade de sermos um país aberto ao mundo, o que é uma premissa que não se deve negar, concessões pornográficas sempre foram feitas aos interesses estrangeiros sem contraprestação relevante. Às vezes debaixo dos panos, às vezes sob a luz do sol, os crimes de lesa-pátria sempre pareceram coisa normal para nós

O atual Presidente da República tem demonstrado convicção em priorizar o interesse nacional. A não-submissão às agendas e interesses estranhos aos nossos combinada com o comportamento inusual de Bolsonaro, contribuíram para a criação da imagem de um monstro fora e dentro do país na qual muitos creem.

A chegada de Bolsonaro ao poder representou, portanto, uma ruptura ao modelo de submissão aos interesses chineses que vinham sendo mantidos pelos três últimos presidentes sob o verniz de diálogo e abertura comercial.

Essa postura nos indica que, se não aparecer algum “lobo solitário” com caríssima banca de advogados para defendê-lo, o único candidato do lado do interesse nacional deverá ser Jair Bolsonaro, goste-se ou não dele.

A dúvida é sobre qual será a grande aposta da China para as eleições presidenciais de 2022. Dentre os nomes que vêm sendo cogitados para eventuais candidaturas a presidente, Eduardo Leite, Ciro, Lula e Moro parecem os mais atrativos para uma vitória chinesa e seguramente todos contam com o apoio chinês. O que resta saber é qual dentre eles será principal aposta.

Seria injusto dizer que Sergio Moro seja um candidato com afinidades ou ligações com o governo chinês como os demais, mas seria inocência achar que ele não seria facilmente engolido pelo sistema se for candidato e, sobretudo, se for eleito. Basta um vice que reze pela cartilha do Partido Comunista Chinês para que Moro governe como um refém ou seja deposto caso não se submeta.

Todos os demais estão ávidos para servir aos interesses da China desde que alcancem o poder residual que lhes seria concedido pelos “patrões” orientais em caso de uma eventual vitória eleitoral.

Essa conversa de terceira via é, portanto, uma mera peça de propaganda. Não existe nada além de dois caminhos: a primazia do interesse nacional ou a primazia do interesse chinês. A derrota do interesse dos brasileiros nas eleições de 2022 devolverá o Brasil à primeira e única via de sempre: a submissão do interesse nacional aos estrangeiros.

Podemos e devemos ser um país em que não se advogue o isolacionismo ou a submissão. O país deve continuar lutando por um modelo em que o Brasil dialogue com o mundo de igual para igual, agindo sempre à luz do nosso interesse público.

Thiago Rachid.

jco

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