Renda Cidadã deve incluir 6 milhões a mais, incentivo a emprego CLT e “porta de saída” para beneficiários

O Palácio do Planalto apresenta nesta segunda-feira (28) aos líderes partidários do Congresso a proposta de criação do novo programa social que substituirá o Bolsa Família, o Renda Cidadã. A informação é da CNN Brasil, que teve acesso a alguns pontos da apresentação.

A proposta do Governo Bolsonaro, segundo o jornal, será incluir cerca de 6 milhões de pessoas não contempladas pelo Bolsa Família, que atende hoje 14,2 milhões de lares. Essa inclusão deve custar, aproximadamente, R$ 25 bilhões, o que elevaria o gasto com o programa para cerca de R$ 60 bilhões por ano.

O governo deve apresentar aos líderes pelo menos três opções para financiar o Renda Cidadã. De acordo com a CNN, nenhuma delas, porém, será oriunda de cortes em outros programas sociais nem em investimentos ou projetos nas áreas de Saúde ou Educação.

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A avaliação da ala política do governo, segundo o jornal, foi de que mexer em alguns desses pontos provocaria forte resistência dos parlamentares e do presidente Jair Bolsonaro, que vem repetindo que não aceita “tirar do pobre para dar para o paupérrimo”.

À CNN, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse ser “consenso” que as despesas com o novo programa não poderão furar o teto de gastos, que impede as despesas da União de crescerem mais que a inflação, mesmo que haja nova arrecadação.

O Renda Cidadã também deve prever uma “porta de saída” para os beneficiários. O Ministério da Cidadania vai propor um “mecanismo” para incentivar o beneficiário a arranjar um emprego com carteira assinada e, assim, deixar o programa.

A proposta do Renda Cidadã foi discutida por lideranças do governo no Legislativo e ministros em uma série de reuniões ao longo do fim de semana. Na noite deste domingo (27), Barros adiantou alguns pontos a líderes partidários em um jantar em seu apartamento, em Brasília.

A ideia do governo é, após aval dos líderes, incluir os conceitos do Renda Cidadã na PEC do Pacto Federativo, relatada pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC). A PEC, porém, não deve trazer o valor do benefício, que só será definido na discussão do Orçamento de 2021.

Uma das propostas em estudo por ministros do governo é estabelecer um benefício médio inicial de pouco mais de R$ 200 no primeiro ano do programa. Esse valor poderia aumentar nos anos seguintes, caso haja espaço fiscal no Orçamento da União.

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