Situação de Pimentel se complica e PF encontra euros, dólares e libras em seu apartamento

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Agentes da Polícia Federal encontraram quantias de moedas estrangeiras em espécie no apartamento de Fernando Pimentel, alvo da Operação Monograma, desdobramento da Acrônimo deflagrada nesta segunda-feira (12).

Segundo o delegado Marinho Rezende, foram encontradas cédulas de euros, dólares e libras esterlinas: a contagem ainda está sendo feita, mas, a princípio, se trata de um total equivalente a cerca de 60 mil reais.

Marinho reforçou que as investigações têm por objetivo comprovar o vínculo do petista Fernando Pimentel com empresas de consultoria que receberam 3 milhões de reais da OAS.

“Há indícios fortes de que ele era sócio oculto e tinha poder de mando nessas empresas.”

Segundo Rezende, “essas empresas prestavam serviços fictícios para legalizar dinheiro que vinha de forma ilícita, como caixa dois”.

O delegado da Polícia Federal Renato Matsen disse estar em investigação a relação entre empresas que teriam Fernando Pimentel como sócio oculto e obras da OAS no exterior.

Ele falou em repasses de dinheiro em espécie para as tais empresas “muito antes do período eleitoral”, nos primeiros meses de 2014 — o petista viria a ser eleito governador de Minas Gerais em outubro daquele ano.

“Não se exclui a hipótese de esses pagamentos serem em função da gestão dele para favorecer a OAS. Ela [a empreiteira] estaria devolvendo dinheiro em relação a um benefício que recebeu [de Pimentel].”

Antes de virar governador, Pimentel era ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior de Dilma Rousseff.

O Antagonista

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